Primeiras impressões do Call of Duty: Ghosts

Depois de jogar a demo de Saint’s Row 4 na E3, nosso companheiro Chris Park, do Softonic em inglês, não podia parar e se preparou para testar a nova versão de um clássico dos jogos de ação – Call of Duty: Ghosts. Neste artigo, vamos conferir quais foram as primeiras impressões do game.

Quando comecei a jogar a demo de Call of Duty: Ghosts, pensei que fosse apenas mais do mesmo: muita ação, exatamente como estamos acostumados a ver nesta série. Por outro lado, o jogo está ambientado em local e época diferentes das entregas anteriores.

Um ataque aos Estados Unidos acaba completamente com a posição dominante que este país sempre teve. Tal ataque acontece antes de que o jogo em si comece e serve para dar uma ideia do que está por vir. Na realidade, o Call of Duty: Ghosts começa dez anos depois e conta a história de dois irmãos e seu cão, Riley. Estes irmãos estão a procura de um grupo de soldados de elite conhecido por Ghosts.

O fato de existir um cachorro na trama não é casualidade e se baseia no fato de que os Navy Seals quase sempre têm um. No game, o cão tem três ferramentas básicas: uma câmera com a qual você pode reconhecer o terreno, um fone de ouvido para dar ordens ao cachorro e um colar que vibra, indicando direita e esquerda. Entretanto, não fica claro se os comandos de voz funcionam no jogo…

A demo disponibilizava três níveis de jogo, onde três áreas distintas eram exibidas.

Terra de ninguém (No Man’s Land)

Na primeira missão, os irmãos voltam à sua cidade natal, San Diego, que está completamente destruída. Prédios e casas estão em ruínas, assim como ruas e praças.

A Infinity Ward, uma das desenvolvedoras do jogo, descreve o motor gráfico como sendo para consoles de última geração, mas as paisagens mostram apenas uma atualização que inclui efeitos de tempo e uma geometria melhorada.

Alguns efeitos de luz são interessantes mas quase nunca se os vê – quando você se movimenta por de um lugar sombrio para onde existe sol e os seus olhos precisam se acostumar à luz. As armas têm mais detalhes, assim como os personagens, mas em geral tudo parece às versões anteriores.

A missão consistia em explorar a área com Riley e eliminar inimigos escondidos pelos escombros. O cachorro podia receber ordens de ataque, mas os resultados não eram lá muito interessantes… Talvez porque as animações e movimentos do cão não sejam muito reais.

Existe uma grande ênfase na atmosfera do jogo. O que vi foi uma ampla paisagem da cidade de San Diego totalmente destruída mas, ao não ser um jogo aberto, não creio que o grande público chegará a ver tal parte da cidade. A missão era curtinha e, ainda que nos permitiu experimentar um pouco de combate, não trazia nada de novo.

Dia da Federação (Federation Day)

O segundo nível da demo rola na Venezuela, onde os Ghosts se apresentam como um comando de três assassinos. Você desliza por uma corda de um prédio a outro e faz rappel para descer ao nível desejado, enquanto elimina inimigos pelos vidros de cada edifício. A sequência obedece claramente a um roteiro específico, já que um dos irmãos não para de falar um segundo sequer – até o ponto de desejar que ele feche a matraca…

Quando você chega ao andar correto, tem que atravessar uma janela e entrar no prédio. Depois, precisa encontrar o quadro elétrico e desativar toda e qualquer eletricidade. Depois disso, é preciso buscar refúgio para esperar uma brigada de soldados que patrulha a área. Você ouve os soldados conversando perfeitamente.

A partir daí, tudo gira em torno da fuga deste prédio, que está a ponto de desabar. Neste ponto, a interação é praticamente zero, a jogabilidade pouco inovadora e o nível é decepcionante.

A fundo (Into de Deep)

Para mudar um pouco, o terceiro e último nível da demo é uma missão submarina (!?), em que os irmãos precisam invadir um navio naufragado no mar do Caribe. Com roupa de mergulho, você precisa se nadar entre corais e peixes. Uma das coisas interessantes é que você usa uma metralhadora aquática real, a APS.

Esta missão é bastante sem graça, com pouca coisa que chama a atenção. Com poucos combates, você passa quase todo o tempo mergulhando de um lado a outro para se esconder. No final da missão, você lança um torpedo teleguiado a um barco e um recife que está ao redor começa a desintegrar.

Quase no final, rola uma cena em que tudo está afundando e você acaba soterrado. Daí, seu irmão aparece para executar o resgate e a tela fica negra…

Nada de novo

Call of Duty: Ghosts continua o legado da saga, mas com outro estilo. As diversas missões são interessantes, ainda que a constante narração de um dos personagens acaba sendo uma tortura.

Além disso, não rolou uma identificação com os personagens, coisa que, em outros games, é praticamente imediata.

E aí? O que você acha? Será que vale comprar o Call of Duty: Ghosts? Comente!

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