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Prime Video acaba de estrear ‘Immortal Combat’, ‘A Odisseia’ e ‘Mestre do universo’. Esses plágios toscos fazem sentido em pleno 2026?

Produções da The Asylum agora apelam à IA generativa.

Prime Video acaba de estrear ‘Immortal Combat’, ‘A Odisseia’ e ‘Mestre do universo’. Esses plágios toscos fazem sentido em pleno 2026?

Randy Meeks

  • 9 de agosto de 2026
  • Atualizado: 9 de agosto de 2026 às 20:33
Prime Video acaba de estrear ‘Immortal Combat’, ‘A Odisseia’ e ‘Mestre do universo’. Esses plágios toscos fazem sentido em pleno 2026?

Durante os primeiros anos das redes sociais, The Asylum, a produtora que lançava plágios a rodo de baixíssimo orçamento, virou motivo de risos, sim, mas também de análise: para quem eram dirigidas obras como Alien Abduction, The Da Vinci Treasure, Snakes on a Train, Pirates of Treasure Island ou Transmorphers? Embora nenhuma fosse boa e os efeitos especiais fossem toscos, inundaram as locadoras e conseguiram vários êxitos graças ao “É tão ruim que é bom”. Na verdade, não é tão maluco assim (mesmo agora) ligar a televisão de madrugada e dar de cara com “obras-primas” como Sunday School Musical ou Almighty Thor. No entanto, de uns tempos pra cá algo mudou.

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Nem os plágios se respeitam

De uns tempos pra cá, The Asylum deixou de lado os atores de quinta categoria e os efeitos especiais vagabundos para se jogar de cabeça em, claro, a IA Generativa. E o que tinha graça pela gambiarra deixou de tê-la por completo. A primeira que lançaram foi de animação, A New Toy Story (nunca adivinharão o filme que plagia), mas depois abriram a escotilha para coisas como A Odisseia (mesmo título que o do Nolan, execução terrível), Resident Zombie ou Insidious Possession. E, na falta de DVD e Blu-Ray, vão direto preencher o fundo de catálogo dos serviços de streaming (como o Prime Video, principalmente). É o que tem.

The Asylum fez 15 filmes em 2025, e fará outros 15 este ano, tão absolutamente baratos que só com o dinheiro que o streaming vai lhes dar por ter os direitos já poderão financiar outras 15 pataquadas para 2027 (a primeira já está anunciada, chama-se The Snow Queen e, efetivamente, será um plágio de Frozen). Existe público para filmes como Immortal Combat ou Master of the Universe? Claro: gente distraída ou então pessoas que querem deixar uma nota engraçada no Letterboxd ou fazer um vídeo tirando sarro deles, mas, certamente, não gente suficiente para fazer com que, num mundo normal, The Asylum possa permanecer aberta. Por mais baratos que sejam seus bodrios.

A parte boa é que a IA Generativa mostra suas cartas do que pode e não pode fazer: se isso era tudo, a Pixar pode ficar tranquila, porque já adianto que A New Toy Story é absolutamente horrenda em todos os sentidos (apesar de Tom Arnold, por algum motivo, ter decidido dar voz a esse disparate). Não é menos verdade que de vez em quando, The Asylum solta o cabelo e tenta fazer produções novas que não dependam de outra. Este ano é a vez de Shark Frenzy e Summerween, no ano passado foi a vez de Shark Terror, Evil Nun e Disaster Strike Force… A mesma qualidade infra-humana dos mockbusters habituais, mas sem a graça de saber o que está plagiando!

Antigamente, os filmes B serviam para que os diretores calejassem e pudessem dar o salto para a primeira divisão. No entanto, não parece que algum diretor dessa produtora vá se transformar no novo Spielberg. Os tempos de Sharknado (seu maior sucesso) já ficaram para trás e o que resta agora é só desídia e entradas desesperadas no top 10 de serviços de streaming sem nada mais a oferecer naquela semana. Existe público para essas coisas? Suponho que sim, ou, se não, já teriam quebrado. No fim das contas, a chave para sobreviver em Hollywood não era ter boas ideias, mas beirar o plágio na medida certa para que não possam te jogar na cadeia.

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