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Avowed não fracassou: o RPG volta ao centro das conversas sobre seu futuro

Recepção favorável e elogios ao combate sustentam debate sobre sequência

Avowed não fracassou: o RPG volta ao centro das conversas sobre seu futuro

Jesús Bosque

  • 11 de julho de 2026
  • Atualizado: 11 de julho de 2026 às 20:43
Avowed não fracassou: o RPG volta ao centro das conversas sobre seu futuro

Avowed, RPG da Obsidian Entertainment, voltou a virar assunto nos últimos dias por causa das dúvidas sobre o próprio futuro. Ainda assim, chamar o jogo de fracasso comercial, ou tratá-lo como um caso perdido que já exige “substitutos” porque uma sequência supostamente nunca vai sair, parece apressado demais. Avowed teve recepção geralmente favorável, achou seu público dentro do ecossistema Xbox/PC e recebeu elogios justamente nos pontos em que a Obsidian costuma ser mais forte: narrativa sólida, escolhas que realmente pesam e missões cujas consequências não ficam só no discurso.

O jogo foi lançado em 18 de fevereiro de 2025 para Windows e Xbox Series X/S e chegou depois ao PlayStation 5, em 17 de fevereiro de 2026, de acordo com informações oficiais da Obsidian Entertainment e da Microsoft Gaming. Ambientado no universo de Pillars of Eternity, esse RPG aposta na visão em primeira pessoa, puxa bastante para o lado narrativo e dá liberdade para moldar o personagem por meio das decisões tomadas em diálogos, quests e combate. Entre os aspectos mais elogiados apareceram o texto, o sistema de escolhas e, acima de tudo, o combate flexível, que incentiva misturar armas brancas, armas de fogo e magia, em vez de amarrar o jogador a uma classe rígida do começo ao fim.

Tem também a forma como o mundo foi construído. Muita gente chama Avowed de “open world”, mas o jogo trabalha com grandes zonas abertas, não com um mapa único e totalmente contínuo. Para parte da crítica, isso acabou funcionando a favor dele: as áreas parecem mais artesanais, mais densas, mais pensadas, em vez de um mundo enorme com conteúdo distribuído de maneira desigual.

É justamente essa mistura de exploração, combate mais criativo e storytelling que ajuda a entender por que Avowed encontrou um nicho tão claro. Ele não tenta ser exatamente The Elder Scrolls V: Skyrim, nem correr atrás da escala de outros sandbox medievais. A força do jogo está em outro lugar, na forma como condensa sistemas de RPG sem largar a identidade clássica da Obsidian Entertainment. Sobre a continuação, os relatos mais recentes apontam que uma sequência chegou a entrar em estágio inicial de desenvolvimento em 2026, mas esses planos teriam sido engavetados depois das demissões na divisão Microsoft Gaming, com a equipe sendo deslocada para um projeto ligado a Fallout. Ainda não dá para cravar isso como fato consumado até que a Microsoft publique comunicados oficiais, mas o cenário da sequência continua incerto, e isso por si só não apaga nem o desempenho nem a recepção positiva do jogo original.

Se você terminou a campanha de Avowed e quer esticar essa mesma vibe de fantasia, exploração e role-playing, alguns nomes aparecem com força. Dragon’s Dogma 2 é uma escolha certeira para quem procura combate emergente e fantasia em grande escala. Kingdom Come: Deliverance 2 conversa mais com quem valoriza imersão e escolhas, mesmo seguindo por uma linha bem mais realista. The Witcher 3: Wild Hunt continua como referência quando o assunto é escrita, missões e construção de mundo. E The Elder Scrolls V: Skyrim segue essencial para quem gosta daquela liberdade quase total de exploração em primeira pessoa.

Num recorte mais de nicho, GreedFall entrega companheiros, diplomacia e decisões com peso próprio, enquanto Dark Messiah of Might and Magic ainda é lembrado pelo combate em primeira pessoa, físico e inventivo, que marcou muita gente. No fim das contas, a pergunta mais honesta não é “o que jogar porque Avowed deu errado”, e sim o que vale jogar depois de um RPG que acertou justamente em elementos que muita gente ainda vai buscar no gênero. E aí, arrisca algum palpite?

Jesús Bosque

Sou jornalista com mais de 30 anos de experiência em videogames e tecnologia. Embora meu foco sempre tenha sido os videogames, recentemente passei a gostar de explorar também os labirintos de ferramentas de gestão de projetos como o Asana e das automações com Make.com e N8N.

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