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Apple processa OpenAI: ação acusa roubo de segredos industriais

Apple cita ex-funcionários e hardware ainda não anunciado

Apple processa OpenAI: ação acusa roubo de segredos industriais

Chema Carvajal Sarabia

  • 11 de julho de 2026
  • Atualizado: 11 de julho de 2026 às 19:27
Apple processa OpenAI: ação acusa roubo de segredos industriais

A Apple acaba de abrir um processo por segredos industriais contra a OpenAI no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia. Na petição, a empresa afirma que a OpenAI, a startup io Products e ex-funcionários da fabricante do iPhone teriam participado de um “padrão coordenado de má conduta em nível institucional” para obter informações confidenciais sobre produtos de hardware que ainda não foram anunciados.

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A OpenAI disse que não houve irregularidade e declarou que “não tem interesse nos segredos comerciais de outras empresas”. No processo, a Apple pede julgamento por júri, compensação financeira e ordens judiciais para barrar qualquer uso de tecnologia ou material que considere de sua propriedade.

A ação cita como rés a OpenAI, a startup io Products, comprada pela OpenAI, dona do ChatGPT, e os ex-funcionários da Apple Tang Tan e Chang Liu. Hoje, Tang Tan ocupa o cargo de diretor de hardware na OpenAI. Antes disso, teve uma posição sênior em design de produto na Apple.

Segundo a Apple, Tang Tan e Chang Liu acessaram ou conseguiram de forma indevida arquivos internos com desenhos, componentes, apresentações de engenharia, especificações técnicas e documentos de projetos confidenciais. A empresa também diz que, em entrevistas de recrutamento, candidatos eram incentivados a levar “peças reais” e outros materiais para sessões de “show and tell”, em que exibiriam itens e documentos ligados ao trabalho anterior.

De acordo com o processo, a apuração interna ganhou outro peso depois que Chang Liu teria saído da Apple, em janeiro de 2026, sem devolver um laptop corporativo. A empresa afirma que, já trabalhando na OpenAI, Liu explorou uma falha de segurança até então desconhecida para acessar arquivos na rede interna da Apple.

Na leitura da Apple, esse caso acabou expondo um problema mais amplo na proteção de propriedade intelectual quando profissionais deixam suas equipes de hardware. A empresa também sustenta que mais de 400 ex-funcionários seus hoje trabalham na OpenAI, o que, para ela, indica um esforço agressivo de recrutamento, sobretudo entre times ligados a dispositivos e desenvolvimento de produto.

O tema pesa ainda mais porque a OpenAI vem ampliando sua aposta em hardware de consumo. Relatos citados no texto falam em projetos que podem envolver alto-falantes inteligentes, óculos conectados e outros acessórios. A Apple afirma que esse avanço cruza com seu roteiro de produtos ainda não lançados e aumenta o risco de transferência indevida de conhecimento confidencial, justamente numa área em que Apple e OpenAI podem acabar disputando espaço com produtos próprios.

O processo também eleva o tom na relação entre Apple e OpenAI. As duas haviam fechado há pouco tempo uma parceria para levar o ChatGPT a recursos de software da Apple, enquanto a companhia de Cupertino anunciou mais recentemente um acordo ligado ao Gemini, do Google. Na ação, a Apple afirma ainda que tentou resolver o caso em privado, em fevereiro, mas não recebeu resposta. Agora, pede também a destruição de qualquer material confidencial que esteja com os réus e uma liminar para impedir o uso dos supostos segredos industriais em produtos da OpenAI.

Chema Carvajal Sarabia

Jornalista especializado em tecnologia, entretenimento e videogames. Escrever sobre o que me apaixona (gadgets, jogos e filmes) me permite manter a sanidade e acordar com um sorriso no rosto quando o despertador toca. PS: isso não é verdade 100% do tempo.

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